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A ROCKCHARGE E A CHARGEROCK DO BARALDI


Quando eu era bem molecote, daqueles presepeiros da beira do rio Una, no meio de uma travessura e outra, eu descobri o gibi e o rock. Primeiro o rock, depois o gibi. Claro, eu não parava de solar uma guitarra invisível no bucho e me esgoelar embaixo do chuveiro, azucrinando a paciência alheia.
Por causa desse amostramento levei cascudo que só. Nada adiantou, nem me corrigiu. Ainda hoje apronto das minhas, como naquele tempo.
Sim, o rock primeiro chegou para mim via Beatles, depois Roberto & Erasmo Carlos e a sua trupe do iê iê iê.
Daí pro rock progressivo foi um pulo, mas transitando no meio de tudo: Yes, Mutantes, Led Zeppelin, Rita Lee, B B King, Casa das Máquinas, George Gershwin, Bob Dylan, Steve Wonder, Passaport, Gênesis, Pink Floyd, Secos & Molhados, Simon & Garfunkel, Rodrix, Sá & Guarabira, blues, jazz e misturando todo tipo de batucada num balaio só. Isso sem contar que ainda me ligava no Luiz Gonzaga, Jackson do Pandeiro, Claudionor Germano, mais os sucessos dos festivais de MPB e as virtuoses dos clássicos de Vivaldi até Villa-Lobos. Maior auê de salada pura. Dá pra notar minha doideira, né? Pois é.
Já o gibi, nossa, todo tipo também. Era o maior colecionador da redondeza, tendo desde a Turma da Mônica, passando pelo Batman, alcançando a Mad até chegar no Pasquim. Henfil já era meu ídolo. Ele e toda turma, claro: Ziraldo, Millor, Lan, Nani e os papas irreverentes da charge brasileira.
Isso quando já rapazote porque quando chegava o jornal ou revistas eu só queria ver as tiras e as charges. Mais nada.
Mas eis que,para minha surpresa, hoje tenho a oportunidade de conhecer um artista que destaco sem a menor estribeira: o não menos invejável trabalho do Márcio Baraldi, o cartunista mais rock´n´roll do Brasil. Isso mesmo! E como dizem os editores, se bobear, do mundo!
Pois bem, gente, foi que acabei de receber convite pra prefaciar o segundo livro do Roko-Loko e Adrina -Lina, personagens máximos das rockcharges do Baraldi,mais um volume com a qualidade das editoras Opera Graphica e Rock Brigade.
Os editores asseveram nas orelhas do livro que: "Ninguém fez, faz e publica tantos cartuns e HQs explicitamente roqueiros como ele. Cartunista de nascença, ele começou a misturar rock com desenho ainda na infância, quando se converteu ao rock´n´roll após ouvir We will rock you do Queen num velho rádio valvulado".
Gente, na Vera! Quando eu comecei a ler o novo livro do Roko-Loko, botei pra rir logo com "`A mestra com carinho".
Depois me lasquei todo com "Porrada nos caras que não fazem nada" e, mais adiante "Cê pinta com"eu pinto?" , "O bruxo de Blérg", "Desejos noturnos", a mais hilariante de todas "Roko, o estripador ", "A história da Rock Brigade" e a apoteose final com as tiras selecionadas.
Embolei de rir, quase dou um estouro e tenho um troço daqueles bem pilorento.
Quer mais? Isso ainda não é nada, pois na edição 97 do Pasquim21 vocês vão saber que ele, recentemente, recebeu dois prêmios Ângelo Agostini, conferidos pela AQC - Associação dos Quadrinistas e Cartunistas de São Paulo, como "Melhor Cartunista de 2003" e "Melhor Lançamento de 2003", justamente pelo livro Roko-Loko e Adrina-Lina, primeiro da série.
Saliente-se, ainda, que ele já recebeu o Prêmio Vladimir Herzog de Direitos Humanos, um dos mais importantes do jornalismo brasileiro, em 2002 e também outro Ângelo Agostini em 2003.
E agora, depois disso tudo o que posso mais dizer?
Bem, eu digo só o seguinte: o trabalho do Márcio Baraldi é porreta demais, incluindo-se nisso um traço originalíssimo, inteligente e por demais hilariante. Mais alguma coisa? Sim, muito mais, mas prefiro que vocês confirmem pessoalmente, se esbaldando com esse livrão tesudo! Boa leitura a todos e sucesso, amigo Baraldi!

Luiz Alberto Machado (jornalista, poeta e escritor)



"Marcio Baraldi é um maluco que satiriza a cena roqueira tupiniquim com o personagem Roko-Loko.Como ninguém, ele mistura roqueiros gringos com os daqui em situações, no mínimo, surreais mostrando todo seu deboche e bom humor com um assunto muito rico, que é o rock em todas suas vertentes."

João Gordo (apresentador da MTV e vocalista do Ratos de Porão )



Me lembro bem, de quando conheci o Marcio em 1986, numa reunião de quadrinhistas no sindicato dos jornalistas de SP. Logo nos juntamos eu, ele, o Bira (e depois o Lourenço Mutarelli e o Glauco Mattoso) pra fazer o que mais gostávamos: gibis undergrounds de nomes como "Pântano" e "Tralha". E naquela época já se via que o Marcio era o mais agitado e Rock"n"roll de todos nós. Pois não é que , anos depois , ele confirma sua veia rocker com o divertidíssimo álbum "Roko-Loko e Adrina-Lina"?
Publicados há 8 anos na revista Rock Brigade, Roko e Adrina são um turbulento casal roqueiro que realiza o sonho de qualquer fã de rock : eles literalmente se encontram cara a cara com seus ídolos do Rock"n"Roll! E vão além, ainda se envolvem em mil trapalhadas com cada um deles. Uma maneira criativa e original de misturar rock e quadrinhos!
De Ozzy ao Kiss, de Metallica aos Garotos Podres, ninguém escapa do carrossel de gags e HQs palhaças do Marcio, num livro que é uma explosão de cores e risos em cada uma de suas 50 páginas.
Como diria Mick Jagger (também devidamente satirizado no livro):" – É somente Rock"n"Roll, mas eu gosto!" E como gosto!
E não perca que eu sei que você gosta também!

Marcatti [quadrinhista uderground mais escatológico do Brasil, autor do personagem Frauzio e capista de vários discos dos Ratos de Porão( Brazil, Anarkophobia, Só Crássicos, etc )].



"Baraldi é um cartunista que faz seu trabalho como se estivesse compondo música. Passou por várias tendências e o punk rock e o heavy metal são suas maiores influências.
O livro do Roko-Loko é uma surpresa após a outra com um bom humor incontestável."

Kid Vinil (DJ e coordenador da Rádio Brasil2000 e vocalista das bandas Magazine e Verminose.)


GENIALIDADE PLAUSÍVEL


Este segundo volume de Roko-Loko e Adrina-Lina chega asseverado pelo sucesso arrebatador do primeiro. Sucesso este que se notabilizou por ser tão expressivo entre o público quanto entre a mídia e a crítica especializadas. Com sua primeira edição quase totalmente esgotada, o volume de estréia desta série arrebanhou resenhas altamente favoráveis em incontáveis publicações - setorizadas ou não - e ainda abocanhou o prêmio Ângelo Agostini de "Melhor Lançamento de 2003". Isso para não contar que o próprio Márcio Baraldi levou o prêmio de "Melhor Cartunista de 2003" na mesma premiação.

Isso tudo torna praticamente infalível a previsão de que temos em mãos mais um título de sucesso envolvendo o Roko-Loko e Adrina-Lina, personagens criados pelo Márcio especialmente para a Rock Brigade e que, como se vê, já começam a romper as "barreiras" da revista. Nessa nova série de histórias, Roko e Adrina já têm suas principais características de temperamento marcadas indelevelmente: o primeiro, um rockeiro ingênuo, boa gente e deslumbrado, ainda que se ache o malandro espertalhão; a segunda, igualmente boa gente e deslumbrada, mas com um quê de amor excessivo pelo rock"n"roll - especialmente pelos artistas que o fizeram (e fazem) imortal.

A partir dessas idiossincrasias aparentemente simplórias de seus - nossos - dois heróis, Márcio constrói um mosaico hilariante de situações absurdamente familiares. Porque, embora muitas delas estejam sem dúvida intimamente ligadas ao mundo rockeiro, nunca se tornam demasiadamente herméticas para que o leigo não consiga se identificar. Aí reside a genialidade do autor e é a provável e mais plausível explicação para o já citado enorme sucesso do primeiro volume - e, certamente, o deste segundo. Ah, claro, e é também por isso que não consigo deixar de me sentir honrado por ser, vez ou outra, personagem coadjuvante dessas historietas, não raro contracenando com o próprio Roko-Loko. E, para encerrarmos com o velho chavão, que venham o terceiro, o quarto, o quinto, o sexto volumes...

Ricardo Franzin (Redator-chefe da Revista ROCK BRIGADE)



"Quando a gente pensa em Rock"n"Roll, logo imagina um cara com uma guitarra na mão detonando, berrando num microfone.A gente esquece que a contestação e a atitude rock se manifestam de várias maneiras, não só na música. Tem gente que é Rock"n"Roll pra carvalho sem tocar nada! O Marcio Baraldi é assim, 100% atitude rock"n"roll, fazendo os quadrinhos mais loucos que eu conheço.
Sempre que pego uma Rock Brigade, a primeira coisa que olho são os quadrinhos dele. Agora, um livro do Roko... pô, cara, isso é tudo que eu queria!
O Marcio é um incentivo pra vc que não toca nada mas que é 100% rocker pois ele mostra que há varias maneiras de contribuir com a cena. Encontre a sua, pois o Marcio já encontrou a dele e já está com lugar garantido no Hall da Fama do rock brasileiro.
Viva o Marcio Baraldi!"

Clemente (vocalista e fundador do Inocentes)



"Quando, pela primeira vez, li uma história do Roko-Loko, não imaginava que seria amor à primeira vista. Nem que teria o prazer de ficar amigo de um cartunista tão brilhante. Artista tremendamente criativo, e o que é melhor... gente como a gente!
Num mundo tão conturbado como o de hoje, sorte podermos contar com o Roko-Loko e a Adrina-Lina para nos trazer um pouco de diversão e espantar o tédio e a monotonia da vida moderna. Long live Baraldi!
Manifeste a verdade, viva na luz!"

Jack Santiago (vocalista do Harppia e Praemonstrator da Ordem da Luz )



"O rock pesado/metal sempre se diferenciou dos demais estilos por sua seriedade, por isso devemos reconhecer a competência do Baraldi em conquistar seu espaço nesse universo e desenvolver um trabalho único. Baraldi alia de forma bem-humorada e as vezes sarcástica,a arte de criar quadrinhos ,com um profundo conhecimento do Rock"n"Roll.É uma grande honra pra nós fazer parte das histórias do cartunista mais rockeiro do Brasil.
Muita força, saúde e longa vida ao Roko-Loko! "

Alex e Max Kolesne (vocal/baixo e baterista do Krisiun )



"Eu já acompanhava o Roko e a Adrina pela Rock Brigade e achei muito legal ver tudo junto num livro só! O trabalho do Baraldi é muito importante pra cena metal no Brasil e não existe nada parecido com o que ele faz. É classe "A" se ver num cartum e perceber como a gente faz parte da história da música, tanto do Brasil como do mundo.
Mostro as histórias do Roko pros meus filhos e eles piram de ver o pai deles nos quadrinhos.Espero ver sempre HQs com o Sepultura e desejo boa sorte pro Baraldi com seu trabalho maravilhoso.O Metal agradece!"

Andréas Kisser (guitarrista do Sepultura)



"Com certeza o Roko-Loko é o símbolo maior da galera do metal, representado nos quadrinhos com muito talento e com toda arte de Marcio Baraldi, sem dúvida, uma das maiores revelações do gênero no Brasil nos últimos tempos.
Divertidíssimos, tanto o Roko e a Adrina, como todos os personagens do metal nacional, muito bem caricaturados, fazem o trabalho do Baraldi ser único!!!
Long live Roko-Loko!!!"

Silvio Golfetti (guitarrista do Korzus)



"Es bueno saber que Marcio Baraldi y Roko-Loko han vuelto!!!! En el primer libro, ya nos dejaron con un agradable sabor de "quiero mas ",y esperando por el segundo. Hoy que esto es una realidad, no me queda mas que brindar por ambos, creador e criatura, pues mientras siga con vida este personaje, el fan metalero de todo el mundo se verà identificado y retratado genialmente."

Santiago Parra (editor da revista Headbanger Magazine, do Equador)


MANDADO PELOS DEUSES


Era meados da década de 90 quando a editoria da revista Rock Brigade decidiu apostar em algo diferente, para dar um tempero no final da revista. Já havia sido feito uma experiência com quadrinhos, mas era algo incipiente, apenas desenhos de letras de música. Queríamos algo maior, talvez um personagem rockeiro que se identificasse com a proposta da revista de colocar o rock"n"roll num patamar diferenciado perante o leitor. E foi aí, meio que mandado pelos deuses do Olimpo dos Quadrinhos (onde devem estar Moebius, Crepax, Crumb e incontáveis outros), que o Baraldi apareceu na redação com algumas idéias e muitas revistas de sindicatos debaixo do braço. Era o cara certo, na hora exata, com as idéias que estávamos procurando.
De cara, ele já apareceu com uma historinha em que um personagem, ainda sem nome, usava umas camisinhas musicais. Era uma abordagem divertida e bem rockeira de um assunto tão em voga. O tal personagem e sua namorada não tinham nome, mas o traço de Baraldi parece ter sido feito sob encomenda e aquela não só se tornou a primeira historinha de Baraldi na Rock Brigade como até as roupas e características dos personagens permanecem as mesmas até hoje. Nada de cara de mau e visual infernal, apenas um cara comum com camisa amarela e uma infindável paixão pelo rock"n"roll.
A primeira historinha foi publicada e o personagem ainda não tinha nome. Vieram milhares de idéias e chegamos até a fazer um pequeno concurso entre os leitores para escolher o nome. Depois de tanto procurar, o próprio Baraldi, com sua criatividade infinita, veio com os nomes definitivos de Roko-Loko e Adrina-Lina. De lá pra cá, um milhão de historinhas e tiras foram publicadas na Rock Brigade. Tá, tudo bem, não foi um milhão, mas a participação do Roko-Loko ao longo desses anos foi tão marcante que parece ter sido um milhão mesmo...
Historinhas polêmicas, homenagens tocantes a artistas mortos e muitas risadas. Ao longo de todos esses anos, todos na redação se divertiram muito cada vez que chegava uma historinha nova. Pra ser sincero, a gente já se diverte desde que chega o rascunho inicial das histórias, pois Baraldi consegue ser engraçado não apenas nos traços e nos detalhes, mas nas idéias loucas e nos finais inesperados de cada obra sua.
Por tudo isso, criador e criatura já fazem parte da história da Rock Brigade, mal dá para imaginar uma edição da revista sem Roko-Loko. Para ser sincero, o próprio Baraldi já cravou seu nome na história do rock no Brasil, pois, depois de ser "descoberto" para o mundo do rock pela Brigade, ele se tornou uma presença constante em quase todas as revistas de rock brasileiras.
Vire as próximas páginas e divirta-se de uma vez lendo as historinhas que os leitores da Rock Brigade esperavam um mês inteiro para ver, ao longo de todos esses anos. E esse é apenas o primeiro volume, pois ainda existem mais um milhão de historinhas para republicar...

Fernando Souza Filho (editor de arte da Rock Brigade)



"O trabalho do Marcio tem uma identidade visual própria, ele criou um nicho para os quadrinhos dele. Além disso ele fala de qualquer assunto com bom humor, mesmo quando está reclamando."

Fabio Moon e Gabriel Ba (os gêmeos quadrinhistas, autores premiados do gibi "10 Pãezinhos".



"O traço do Marcio é muito arrojado, liberado, uma coisa diferente.O cartum que está fazendo tem muita personalidade, é mais livre. O Marcio trabalha livremente e atende ao compromisso que tem."

Rodolpho Zalla (mestre do quadrinho nacional, autor de centenas de gibis desde os anos 50. Sua mais famosa criação foi o gibi CALAFRIO, que durou quase uma década)



"Quando o desconcertante mundo do Heavy-Metal se une ao multifacetado universo dos Quadrinhos , a sanidade de qualquer mortal está ameaçada.E se esta mistura tem um toque de irreverência brasileira, o caldeirão do caos fervilha sem limites. Este Roko-Loko , saído do alucinado cérebro do Baraldi, é o retrato de uma juventude que vive entre o mundo real e a dimensão de fantasias de seus ídolos. A confusão está armada, e quem ganha somos nós,devoradores insaciáveis dos bons quadrinhos!"

Jose Mojica Marins, o Zé do Caixão (maior cineasta trash do mundo)



"Neste canto, Marcio Baraldi, com sua pena venenosa. Do outro, alinham-se as legiôes das trevas :Sex Pistols,Twisted Sister,Ozzy Osbourne,Mettalica,Pantera e todo um batalhão portando metais pesados, guitarras chocantes, baixos golpes e baterias carregadas.Mas Baraldi é mais rápido:antes do primeiro acorde, de uma só penada, num impulso elétrico, derrete os Metallicos,desmascara o Kiss, põe fogo nas cabeleiras e no público leitor. E no final, todos morrem, de tanto rir! Bravo ,Marcio!Continue botando pra quebrar,só assim o Brasil vai pra frente! Um grande abraço."

Luis Saindemberg (mestre dos quadrinhos brasileiros , autor de inúmeros álbuns de HQs)


ROCK AROUND BARALDI


Publicado pela Opera Graphica e Rock Brigade Editoras, o primeiro volume (já que foram apresentadas as primeiras pranchas e tiras da série imaginamos que devem vir mais por aí) de “Roko-Loko e Adrina-Lina”, obra cômica e metaleira do excelente Marcio Baraldi.Em cada HQ o artista realiza o sonho de todo fã de rock:ter contato direto com seus ídolos.Desta maneira interagem membros de bandas famosas com a dupla dona da tira, que dividem seu tempo entre a admiração mais devota que um seguidor possa ter e uma mais que bem humorada sátira aos mesmos músicos. Neste balanço reside talvez um dos fortes da série.Homenageia e faz rir ao mesmo tempo.
Com estilo direto e particular(é notório como Baraldi conseguiu fugir do “Angeli Pattern” presente no traço de tanto artista jovem ainda em atividade) Roko-Loko e sua Adrina-Lina tornam-se leitura recomendada para os amantes do rock(muitos dos quais conhecem e apreciam a obra do artista nas diversas publicações do gênero por onde passou seu lápis),para os amantes das HQs e também para os cultores de ambos os gêneros “pop” (no bom sentido da palavra)

Cláudio Rubin, crítico de quadrinhos, em “Golden Review” nº1 –julho/2003



“Acredito que desde quando o Márcio Baraldi começou a publicar na revista Rock Brigade e em outros lugares, conheço seu trabalho. Mas, antes disso, conheci mesmo foram suas tiras e ilustrações publicadas nos informativos do Sindicato dos Bancários de São Paulo, pois como trabalhamos na mesma área, sempre recebia no sindicato onde trabalho os jornais com os desenhos dele.
O personagem Roko-Loko e Adrina-Lina são duas peças engraçadas que adentram no mundo do rock and roll, entre muitos estilos, ele passa pelo mundo do punk rock, do metal, do blues, da MPB e etc. Sempre com aventuras rápidas, coloridas com ecoline (creio eu), o que quebra este lance de coloração em computador. Baraldi nos brinda com HQs e tiras, mostrando sua virtuosidade e que conhece bem o mundo do rock, além de dar apoio aos músicos que se encontram com problemas de saúde e outros, também faz divulgações de lançamentos de bandas brasileiras para os leitores da revista Rock Brigade.
Os desenhos dele são bem originais. Difícil dizer suas influências. Ah! O cara ainda levou uns dois prêmios Ângelo Agostini e o Vladimir Herzog dos Direitos Humanos. O cara tá podendo!O trabalho do Baraldi já rodou vários países, sendo até convidado a publicar no Equador, Argentina e Portugal.
Só posso dar os parabéns pr"este cabra, pois com sua força de vontade e qualidade, conseguiu provar que os quadrinhos brasileiros não são banalidades que precisam copiar o mercado modista dos Estados Unidos e do Japão.”

Joacy Jamys – cartunista - www.joacyjamys.com.br



"Nesses inúmeros anos de dedicação ao metal, descobri que a gente quase sempre se perde olhando para o nosso próprio umbigo, nossos ganhos, nossas perdas, os problemas internos com os membros da banda, a música perfeita que nunca chega, o show que foi cancelado, e o melhor caché que a gente nunca recebeu. Enfim, estamos sempre olhando para nós mesmos. Por isso as vezes esquecemos que existem pessoas como o Baraldi, que olha por nós todos! Independente do estado e região, independente do estilo e da religião, lá estamos nós, as mais diversas bandas brasileiras coexistindo, igualitáriamente, nas suas charges, nos seus quadrinhos. Se só nos lembramos de nós mesmos e sempre nos esquecemos dos nossos pares, aqui vai o meu profundo agradecimento por nos tornar ímpares. Obrigado mesmo do fundo do coração. Um forte abraço do amigo e sucesso sempre!"

Mário Linhares (vocalista e fundador do Dark Avenger, maior banda de metal de Brasília e uma das maiores do Brasil)


O MUNDO ALUCINANTE DE MARCIO BARALDI E SEUS PERSONAGENS IRADOS


No ambiente das artes gráficas em geral, é corrente o mito do artista isolado, arredio ao contato humano, que elabora obras magistrais na solidão de seu estúdio e dali as apresenta ao mundo, tendo sua genialidade reconhecida por todos. Mais que um mito, este talvez seja até mesmo um sonho acalentado por todo e qualquer artista.
De uma maneira geral, os autores de histórias em quadrinhos não são diferentes de seus pares em outras áreas artísticas.Realmente, pode-se dizer que muitos criadores de histórias em quadrinhos têm uma atitude tímida em relação ao seu trabalho e esperam que sua qualidade implícita seja espontaneamente reconhecida pelo público e, mais ainda, pelos editores, imaginando ou ansiosamente esperando pelo dia em que estes últimos irão bater à sua porta em busca de colaborações para suas revistas e álbuns, pagando-lhes regiamente pelo privilégio de tê-los em suas páginas.
Às vezes isso acontece, de fato. Na maioria das vezes, no entanto, o sucesso na área de quadrinhos depende de uma atuação pró-ativa do artista, que deve não apenas estar atento às possibilidades que o mercado lhe oferece, mas, muito mais que isto, criar suas próprias oportunidades de trabalho.
Autores com esta postura mais agressiva (no bom sentido) conseguem muitas vezes reverter uma situação desfavorável e encontrar seu espaço em um ambiente de limitada demanda de trabalho. São quadrinhistas que assumem em plenitude sua condição de profissional das artes gráficas e muitas vezes acabam abrindo muito mais do que oportunidades para si próprios e colaborando para a ampliação do mercado em geral, ampliando o espaço de trabalho de todos os seus colegas.
É esse o caso de um ainda jovem autor brasileiro de quadrinhos, o paulista do ABC, Márcio Baraldi.
Desde o início de seu trabalho profissional, Baraldi destacou-se por ser arrojado, ousado, atrevido mesmo. Nascido em 1966, filho de metalúrgicos, desde muito cedo ele se engajou em atividades sindicais, em 1983 ajudando a montar o departamento de imprensa do Sindicato dos Químicos do ABC.
Para o jornal do sindicato criou seu personagem Caveirinha, simbolizando as condições de insalubridade que desde sempre oprimiram os trabalhadores da indústria química. A partir daí, o autor não parou mais, aos poucos ampliando sua colaboração também para outros órgãos da imprensa sindical. Além de até hoje produzir material em quadrinhos e charges para o Sindicato dos Químicos, Baraldi também é contratado do Sindicato dos Bancários de São Paulo e colabora sistematicamente para o Sindicato dos Bancários do ABC, e para muitos outros sindicatos como APEOESP – Associação de Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo –, Psicólogos, Trabalhadores do Judiciário, da Saúde, Médicos e Metroviários, entre outros.
A par de uma intensa atividade política – é eleitor declarado do Partido dos Trabalhadores, identificou-se plenamente com a atuação sindical, fazendo dela uma atividade constante, embora jamais tenha trabalhado diretamente como operário em qualquer indústria. No máximo, foi entregador de uma lavanderia, quando ainda era recém ingressado na adolescência...
Formado em desenho mecânico e posteriormente em Artes Plásticas, Baraldi não se contentou apenas com a imprensa sindical – espaço onde também pontificaram seus ídolos Julinho de Grammont, Henfil e Laerte -, com a colaboração em fanzines ou com a elaboração de grafites nas cidades do ABC, mas saiu em busca de novos espaços para publicação de seus trabalhos.
Nessa trajetória surgiu o seu interesse pela música, inicialmente pelo Rock’n’Roll e depois pelo movimento Punk, que passou a fazer parte de sua biografia. A par de uma excursão relativamente rápida pelo mundo musical, tocando em bandas como a “Ecos Urbanos”, “Cachorro Magro” e “Libertação Radical”, ele passou também a considerar a criação de personagens ligados a esse ambiente musical. Daí, para a produção de quadrinhos protagonizados por roqueiros, foi apenas um passo. O início, tímido, nessa área, ocorreu em 1986, em um tablóide voltado para o segmento de amantes do rock, o jornal Rocker, para o qual desenhou o personagem Johnny Bastardo, um punk suburbano. Jornal e personagem tiveram vida curta, no entanto.
Em 1996, ainda apaixonado pelo mundo do rock, Baraldi procurou a revista Rock Brigade,uma publicação voltada para os amantes do rock pesado. Ousadamente indo onde ninguém havia ido antes, como diria o narrador da série televisiva Jornada nas Estrelas, o ainda relativamente desconhecido autor apresentou-se com a cara e a coragem aos editores da revista, literalmente invadindo a redação e propondo-lhes a publicação, entre outros, daquele que hoje é o seu personagem mais conhecido, Roko-Loko, ainda sem um nome próprio à época.Impossível dizer se foi a audácia do autor ou se foram as características do protagonista de sua história que convenceram os editores a aceitá-lo como parte da equipe. Talvez um pouco das duas coisas.
O certo é que Roko – e depois sua companheira Adrina-Lina -, vinham ao encontro do que desejavam os editores e foram imediatamente incorporados à revista, lá permanecendo até hoje, sempre com crescente sucesso e apoio dos leitores. Isso ocorreu principalmente devido à identificação do autor com essa comunidade, criando uma série que fala de sua realidade, seus ídolos, seus anseios e suas aspirações.
Ainda que velejando pelos mesmos mares por onde singraram autores como o brasileiro Angeli e os papas do underground norte-americano – como Robert Crumb e Gilbert Shelton, por exemplo -, Baraldi seguiu um caminho próprio, bem peculiar. Totalmente avesso às drogas, refere-se a elas em seus quadrinhos apenas como elemento de ambientação e não de forma apologética. É um roqueiro politicamente correto, nesse sentido, ainda que sua arte não tenha menor irreverência ou destrutividade que a de seus pares.
Com muito bom humor, seu casal de protagonistas, Roko-Loko e Adrina-Lina personificam todos os roqueiros do país, deparando-se com grandes figuras do excitante mundo do rock. Com eles já contracenaram grandes bandas, como Black Sabbath, Rush, Iron Maiden, Kiss, entre outras, trazendo às histórias referências que são imediatamente compreendidas por aqueles familiarizados com esse mundo, mas que às vezes deixam os neófitos em relação a essa comunidade com dúvidas sobre o verdadeiro significado das piadas. Mas mesmo os mais estranhos ao meio reconhecem a figuras-chave do rock brasileiro, Raul Seixas, o guru espiritual de Roko, que sempre aparece em seus sonhos e lhe aponta os caminhos a serem seguidos.
Em torno do casal de protagonistas Baraldi agrupou diversos personagens, que fazem o delírio de todos os admiradores da série, publicada há quase dez anos nas páginas da revista Rock Brigade; dentre estes se destaca o Cardeal Ratozinger, inimigo figadal de Roko, um religioso conservador e radical que odeia sexo e Rock´n´Roll, constituindo-se em uma paródia do atual papa Bento 16, quando este ainda era apenas o Prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé, órgão máximo de vigilância dogmática da Igreja Católica. Ponto para Baraldi e sua visionária (ainda que involuntária) estratégia de marketing...
Além do popular casal de roqueiros, Baraldi é pai de vários outros personagens de quadrinhos, em geral direcionados para segmentos específicos da comunidade. Sabujo Vingador, Ultravesti, Super Baby, Mulher Gata, Prof. Thunderval Raios, Euriko e Ritalinda, Vapt e Vupt, Rap Dez, Maluco e Beleza, Guerrilheiro da Guitarra, Tattoo Zinho, Alaôr Kaholic, Érica, a esotérica, Anteninha, Júnior e outros são publicados em vários jornais e revistas – como Roadie Crew, Dynamite, Metalhead, Valhalla,Espiritismo e Ciência,Abusada, Esotérica e Comando Rock, para apenas citar algumas delas -, o que faz desse autor paulista um dos mais ativos do país.
Nos últimos anos, Baraldi tem sistematicamente publicado coletâneas de seus trabalhos, ampliando o universo de atuação de seus personagens.Pela editora Opera Graphica já foram publicados dois álbuns do casal de roqueiros (“Roko-Loko e Adrina-Lina” e “Roko-Loko e Adrina-lina atacam novamente”) e um de “Tattoo Zinho”, auto-denominado “o primeiro personagem tatuador dos quadrinhos”, um tatu antropomorfizado que exerce essa profissão, cujas peripécias são publicadas regularmente na revista Metalhead Tattoo.
Outros álbuns do autor englobam sua produção sindical e de crítica social, espalhada por jornais sindicais e publicações voltadas para as minorias. Seu livro “Moro num país tropiCAOS!”, uma coletânea de charges sobre o governo FHC, foi publicado durante a 17a Bienal do Livro de São Paulo, em 2002, teve como destaque um prefácio do presidente Lula, que à época era apenas cogitado para ser o candidato do Partido dos Trabalhadores ao cargo máximo da nação. Já “Todas as cores do humor”, voltado para o público GLS, foi criado em parceria com Laura Bacellar, militante do movimento lésbico-feminista, e traz as aventuras de Pit Bull Tina, uma caminhoneira lésbica atarracada e atrapalhada.
Com tantas produções, Baraldi granjeou a admiração do público e o respeito da comunidade quadrinhística. Este último pode ser avaliado pela obtenção de vários troféus Angelo Agostini – um em 2002, dois outros em 2003 e mais dois em 2004 -, concedidos pela Associação de Quadrinhistas e Cartunistas (ACQ) e várias medalhas em salões de humor; a primeira se traduziu, entre outras coisas, pelo prêmio Vladimir Herzog, concedido pelo Sindicato dos Jornalistas a artistas que contribuíram para a defesa dos direitos humanos no país. É o prêmio do qual o autor mais se orgulha. E com razão.
Com a carreira em ascensão e muitas idéias engavetadas, Baraldi, que se declara um aficionado de quadrinhos de super-heróis e alfabetizado pelas revistas de Maurício de Sousa, está longe de parar. Começou recentemente a colaborar com revistas de Portugal e Equador. Inaugurou o seu site na internet - www.marciobaraldi.com.br -, em que agrega informações sobre seu trabalho, fotos, entrevistas e opiniões sobre ele, com muito bom humor e pouquíssima modéstia (como Sherlock Holmes, Baraldi não é daqueles que inclui a modéstia no rol das virtudes...). Seu último álbum, “Tattoo Zinho”, foi lançado quase que ao mesmo tempo em que começou a distribuição de um jogo para PC com seus personagens, “Roko-Loko no castelo do Ratozinger”; neste recente empreendimento, ele pretende desbravar novas veredas, abrindo seu espaço de atuação com a mesma ousadia de sempre. Fôlego para isso, pelo menos, ele parece ter. E talento também.

Prof. Waldomiro Vergueiro, professor da USP e coordenador do núcleo de quadrinhos da ECA-USP-23/08/2005



"O Marcio é um sujeito que parece de outro planeta. Sabe aquela histÓria de quem vê nunca esquece? Pois ele é o protótipo de uma raça que aterrissou aqui e ainda não foi copiada. Primeiro porque ele é tÍmido mas fala alto, ri bastante e tem um olho de radar que precisa ser estudado pela Nasa. Tenho certeza que as missões a Marte vÃo dar muito mais certo se fizerem robôs com a capacidade de enxergar detalhes do Marcio!
Entre as características que trouxe lá do planeta natal dele está a de funcionar com 220V, enquanto o resto dos mortais roda a 110V.Tenho a teoria de que o Marcio não dorme, ele deve entrar por quinze minutos em uma câmara de hibernação rápida, respirar um gás verde energizante e sair feito um dínamo trabalhando! Ele diz que é ariano, mas acho que é marciano mesmo!
Rápido, bem-humorado, atento, crítico, politicamente correto, criativo, não há melhor modelo de visão para o Século 21 do que a desse cartunista extraordinário!"

Laura Bacellar (escritora e editora)


REBELDE COM CAUSA E GRAÇA


"Carcamano brabo, brigador, alma rebelde que começou a ser gerada lá em Modena, de onde veio o avô, este é o Marcio Baraldi, cartunista, chargista desenhista de histórias em quadrinhos, comunista perigoso. Ou melhor, só não é comunista perigoso porque esta categoria saiu de moda há algum tempo. Mas indignado ele é, e inconformado também! E zangado! Suas charges,quando tocam de leve o alvo, deixam a vítima pronta pra ir pra UTI.
Profissional dos mais sérios - mas muito engraçado - ele trabalha como um condenado, fazendo charges diárias para o jornal Folha Bancária, do Sindicato dos Bancários de São Paulo, e para mais uma dezena de jornais sindicais, afinal ele acredita na vitória da classe trabalhadora.
Acontece, porém, que ele tem uma coisa que é fundamenmtal para um chargista: a fé no ser humano, esta certeza de que o homem não pode ser assim tão... tão.. tão assim como aqueles caras que estão lá nas suas charges são! Ele crê que a gente tem que denunciar, berrar, tem que gritar bem alto, com nosso engenho e arte, pra despertar os que, nas charges do Marcio, estão lá levando porrada.
Ele fez desta missão -bradar sua indigação e seus propósitos - sua labuta diária e, com a devida paga por sua competência, é um dos poucos profissionais brasileiros na área a viver exclusivamente de seu desenho e humor.
Porque gosto de quem trabalha com afinco e fé e porque gosto do trabalho do Marcio Baraldi, achei uma alegria fazer o prefácio deste CAOS tropical, na certeza de que ele é abençoado por Deus (apesar das injustiças) e bonito por natureza!"

Ziraldo - 8/01/2002 (prefácio do livro "Moro num pais TropiCAOS")



"Eu não tenho sexo, eu não tenho idade, eu ando solto pela cidade.
Roko-Loko e Adrina-Lina, meu livro de cabeceira.
Roko-Loko 100% Adrinalina.
Rock´n´roll, gênero musical e atitude - cartum - Baraldi!YEAH!I LOVE YOU, BABY!!!
"Star" nos quadrinhos do Baraldi me faz sentir feliz e honrado.
O livro do Roko-Loko é lindo e divertidíssimo!
Um beijo!"

Serguei (mais que um músico, verdadeira lenda do rock brasileiro)



"O Roko-Loko é um personagem alegre que representa muito bem todos nós, fãs de rock em geral. Metaleiro fervoroso, chega a parecer um desmiolado. No fundo é dotado de uma ingenuidade cativante, quer o bem de todos e não mede esforços para se fazer entender: se esperneia contra as injustiças sociais e se descabela por seus ídolos. Eu me identifico com ele!"

Rafael Bittencourt (guitarrista do Angra)



"Gosto muito do trabalho do Baraldi, acho super original. Ele tem uma produção impressionante, parece uma máquina, atua em diversas frentes, vai da politica ao heavy metal e tatuagem, passando até pelas pornôs. O traço muito rápido do Márcio revela seu perfil psicológico: um cara que não pára um segundo e está sempre correndo."

Novaes-cartunista



"Tive o privilégio de estar num tempo e lugar em que convivi com gênios do cartum como o saudoso Henfil e o sempre ativo Laerte. Foram verdadeiros aliados das lutas dos trabalhadores. São "ancentrais" do companheiro Baraldi, que continua honrando a herança dessa linhagem de artistas imprescindíveis para a cultura brasileira, verdadeiros retratistas dessa longa caminhada rumo à cidadadia plena."

Luis Inácio Lula da Silva (no prefácio do livro Moro num país TropiCAOS)


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