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Joacy Jamys (cartunista)
“Acredito que desde quando o Márcio Baraldi começou a publicar na revista Rock Brigade e em outros lugares, conheço seu trabalho. Mas, antes disso, conheci mesmo foram suas tiras e ilustrações publicadas nos informativos do Sindicato dos Bancários de São Paulo, pois como trabalhamos na mesma área, sempre recebia no sindicato onde trabalho os jornais com os desenhos dele.
O personagem Roko-Loko e Adrina-Lina são duas peças engraçadas que adentram no mundo do rock and roll, entre muitos estilos, ele passa pelo mundo do punk rock, do metal, do blues, da MPB e etc. Sempre com aventuras rápidas, coloridas com ecoline (creio eu), o que quebra este lance de coloração em computador. Baraldi nos brinda com HQs e tiras, mostrando sua virtuosidade e que conhece bem o mundo do rock, além de dar apoio aos músicos que se encontram com problemas de saúde e outros, também faz divulgações de lançamentos de bandas brasileiras para os leitores da revista Rock Brigade.
Os desenhos dele são bem originais. Difícil dizer suas influências. Ah! O cara ainda levou uns dois prêmios Ângelo Agostini e o Vladimir Herzog dos Direitos Humanos. O cara tá podendo!O trabalho do Baraldi já rodou vários países, sendo até convidado a publicar no Equador, Argentina e Portugal.
Só posso dar os parabéns pr"este cabra, pois com sua força de vontade e qualidade, conseguiu provar que os quadrinhos brasileiros não são banalidades que precisam copiar o mercado modista dos Estados Unidos e do Japão.”

Joacy Jamys – cartunista - www.joacyjamys.com.br

 
Mário Linhares
"Nesses inúmeros anos de dedicação ao metal, descobri que a gente quase sempre se perde olhando para o nosso próprio umbigo, nossos ganhos, nossas perdas, os problemas internos com os membros da banda, a música perfeita que nunca chega, o show que foi cancelado, e o melhor caché que a gente nunca recebeu. Enfim, estamos sempre olhando para nós mesmos. Por isso as vezes esquecemos que existem pessoas como o Baraldi, que olha por nós todos! Independente do estado e região, independente do estilo e da religião, lá estamos nós, as mais diversas bandas brasileiras coexistindo, igualitáriamente, nas suas charges, nos seus quadrinhos. Se só nos lembramos de nós mesmos e sempre nos esquecemos dos nossos pares, aqui vai o meu profundo agradecimento por nos tornar ímpares. Obrigado mesmo do fundo do coração. Um forte abraço do amigo e sucesso sempre!"

Mário Linhares (vocalista e fundador do Dark Avenger, maior banda de metal de Brasília e uma das maiores do Brasil)

 
Prof. Waldomiro Vergueiro

O MUNDO ALUCINANTE DE MARCIO BARALDI E SEUS PERSONAGENS IRADOS


No ambiente das artes gráficas em geral, é corrente o mito do artista isolado, arredio ao contato humano, que elabora obras magistrais na solidão de seu estúdio e dali as apresenta ao mundo, tendo sua genialidade reconhecida por todos. Mais que um mito, este talvez seja até mesmo um sonho acalentado por todo e qualquer artista.
De uma maneira geral, os autores de histórias em quadrinhos não são diferentes de seus pares em outras áreas artísticas.Realmente, pode-se dizer que muitos criadores de histórias em quadrinhos têm uma atitude tímida em relação ao seu trabalho e esperam que sua qualidade implícita seja espontaneamente reconhecida pelo público e, mais ainda, pelos editores, imaginando ou ansiosamente esperando pelo dia em que estes últimos irão bater à sua porta em busca de colaborações para suas revistas e álbuns, pagando-lhes regiamente pelo privilégio de tê-los em suas páginas.
Às vezes isso acontece, de fato. Na maioria das vezes, no entanto, o sucesso na área de quadrinhos depende de uma atuação pró-ativa do artista, que deve não apenas estar atento às possibilidades que o mercado lhe oferece, mas, muito mais que isto, criar suas próprias oportunidades de trabalho.
Autores com esta postura mais agressiva (no bom sentido) conseguem muitas vezes reverter uma situação desfavorável e encontrar seu espaço em um ambiente de limitada demanda de trabalho. São quadrinhistas que assumem em plenitude sua condição de profissional das artes gráficas e muitas vezes acabam abrindo muito mais do que oportunidades para si próprios e colaborando para a ampliação do mercado em geral, ampliando o espaço de trabalho de todos os seus colegas.
É esse o caso de um ainda jovem autor brasileiro de quadrinhos, o paulista do ABC, Márcio Baraldi.
Desde o início de seu trabalho profissional, Baraldi destacou-se por ser arrojado, ousado, atrevido mesmo. Filho de metalúrgicos, desde muito cedo ele se engajou em atividades sindicais,ajudando a montar o departamento de imprensa do Sindicato dos Químicos do ABC.
Para o jornal do sindicato criou seu personagem Caveirinha, simbolizando as condições de insalubridade que desde sempre oprimiram os trabalhadores da indústria química. A partir daí, o autor não parou mais, aos poucos ampliando sua colaboração também para outros órgãos da imprensa sindical. Além de até hoje produzir material em quadrinhos e charges para o Sindicato dos Químicos, Baraldi também é contratado do Sindicato dos Bancários de São Paulo e colabora sistematicamente para o Sindicato dos Bancários do ABC, e para muitos outros sindicatos como APEOESP – Associação de Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo –, Psicólogos, Trabalhadores do Judiciário, da Saúde, Médicos e Metroviários, entre outros.
A par de uma intensa atividade política – é eleitor declarado do Partido dos Trabalhadores, identificou-se plenamente com a atuação sindical, fazendo dela uma atividade constante, embora jamais tenha trabalhado diretamente como operário em qualquer indústria. No máximo, foi entregador de uma lavanderia, quando ainda estava na puberdade...
Formado em desenho mecânico e posteriormente em Artes Plásticas, Baraldi não se contentou apenas com a imprensa sindical – espaço onde também pontificaram seus ídolos Julinho de Grammont, Henfil e Laerte -, com a colaboração em fanzines ou com a elaboração de grafites nas cidades do ABC, mas saiu em busca de novos espaços para publicação de seus trabalhos.
Nessa trajetória surgiu o seu interesse pela música, inicialmente pelo Rock’n’Roll e depois pelo movimento Punk, que passou a fazer parte de sua biografia. A par de uma excursão relativamente rápida pelo mundo musical, tocando em bandas como a “Ecos Urbanos”, “Cachorro Magro” e “Libertação Radical”, ele passou também a considerar a criação de personagens ligados a esse ambiente musical. Daí, para a produção de quadrinhos protagonizados por roqueiros, foi apenas um passo. O início, tímido, nessa área, ocorreu nos anos 80, em um tablóide voltado para o segmento de amantes do rock, o jornal Rocker, para o qual desenhou o personagem Johnny Bastardo, um punk suburbano. Jornal e personagem tiveram vida curta, no entanto.
Em 1996, ainda apaixonado pelo mundo do rock, Baraldi procurou a revista Rock Brigade,uma publicação voltada para os amantes do rock pesado. Ousadamente indo onde ninguém havia ido antes, como diria o narrador da série televisiva Jornada nas Estrelas, o ainda relativamente desconhecido autor apresentou-se com a cara e a coragem aos editores da revista, literalmente invadindo a redação e propondo-lhes a publicação, entre outros, daquele que hoje é o seu personagem mais conhecido, Roko-Loko, ainda sem um nome próprio à época.Impossível dizer se foi a audácia do autor ou se foram as características do protagonista de sua história que convenceram os editores a aceitá-lo como parte da equipe. Talvez um pouco das duas coisas.
O certo é que Roko – e depois sua companheira Adrina-Lina -, vinham ao encontro do que desejavam os editores e foram imediatamente incorporados à revista, lá permanecendo até hoje, sempre com crescente sucesso e apoio dos leitores. Isso ocorreu principalmente devido à identificação do autor com essa comunidade, criando uma série que fala de sua realidade, seus ídolos, seus anseios e suas aspirações.
Ainda que velejando pelos mesmos mares por onde singraram autores como o brasileiro Angeli e os papas do underground norte-americano – como Robert Crumb e Gilbert Shelton, por exemplo -, Baraldi seguiu um caminho próprio, bem peculiar. Totalmente avesso às drogas, refere-se a elas em seus quadrinhos apenas como elemento de ambientação e não de forma apologética. É um roqueiro politicamente correto, nesse sentido, ainda que sua arte não tenha menor irreverência ou destrutividade que a de seus pares.
Com muito bom humor, seu casal de protagonistas, Roko-Loko e Adrina-Lina personificam todos os roqueiros do país, deparando-se com grandes figuras do excitante mundo do rock. Com eles já contracenaram grandes bandas, como Black Sabbath, Rush, Iron Maiden, Kiss, entre outras, trazendo às histórias referências que são imediatamente compreendidas por aqueles familiarizados com esse mundo, mas que às vezes deixam os neófitos em relação a essa comunidade com dúvidas sobre o verdadeiro significado das piadas. Mas mesmo os mais estranhos ao meio reconhecem a figuras-chave do rock brasileiro, Raul Seixas, o guru espiritual de Roko, que sempre aparece em seus sonhos e lhe aponta os caminhos a serem seguidos.
Em torno do casal de protagonistas Baraldi agrupou diversos personagens, que fazem o delírio de todos os admiradores da série, publicada há quase dez anos nas páginas da revista Rock Brigade; dentre estes se destaca o Cardeal Ratozinger, inimigo figadal de Roko, um religioso conservador e radical que odeia sexo e Rock´n´Roll, constituindo-se em uma paródia do atual papa Bento 16, quando este ainda era apenas o Prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé, órgão máximo de vigilância dogmática da Igreja Católica. Ponto para Baraldi e sua visionária (ainda que involuntária) estratégia de marketing...
Além do popular casal de roqueiros, Baraldi é pai de vários outros personagens de quadrinhos, em geral direcionados para segmentos específicos da comunidade. Sabujo Vingador, Ultravesti, Super Baby, Mulher Gata, Prof. Thunderval Raios, Euriko e Ritalinda, Vapt e Vupt, Rap Dez, Maluco e Beleza, Guerrilheiro da Guitarra, Tattoo Zinho, Alaôr Kaholic, Érica, a esotérica, Anteninha, Júnior e outros são publicados em vários jornais e revistas – como Roadie Crew, Dynamite, Metalhead, Valhalla,Espiritismo e Ciência,Abusada, Esotérica e Comando Rock, para apenas citar algumas delas -, o que faz desse autor paulista um dos mais ativos do país.
Nos últimos anos, Baraldi tem sistematicamente publicado coletâneas de seus trabalhos, ampliando o universo de atuação de seus personagens.Pela editora Opera Graphica já foram publicados dois álbuns do casal de roqueiros (“Roko-Loko e Adrina-Lina” e “Roko-Loko e Adrina-lina atacam novamente”) e um de “Tattoo Zinho”, auto-denominado “o primeiro personagem tatuador dos quadrinhos”, um tatu antropomorfizado que exerce essa profissão, cujas peripécias são publicadas regularmente na revista Metalhead Tattoo.
Outros álbuns do autor englobam sua produção sindical e de crítica social, espalhada por jornais sindicais e publicações voltadas para as minorias. Seu livro “Moro num país tropiCAOS!”, uma coletânea de charges sobre o governo FHC, foi publicado durante a 17a Bienal do Livro de São Paulo, em 2002, teve como destaque um prefácio do presidente Lula, que à época era apenas cogitado para ser o candidato do Partido dos Trabalhadores ao cargo máximo da nação. Já “Todas as cores do humor”, voltado para o público GLS, foi criado em parceria com Laura Bacellar, militante do movimento lésbico-feminista, e traz as aventuras de Pit Bull Tina, uma caminhoneira lésbica atarracada e atrapalhada.
Com tantas produções, Baraldi granjeou a admiração do público e o respeito da comunidade quadrinhística. Este último pode ser avaliado pela obtenção de vários troféus Angelo Agostini – um em 2002, dois outros em 2003 e mais dois em 2004 -, concedidos pela Associação de Quadrinhistas e Cartunistas (ACQ) e várias medalhas em salões de humor; a primeira se traduziu, entre outras coisas, pelo prêmio Vladimir Herzog, concedido pelo Sindicato dos Jornalistas a artistas que contribuíram para a defesa dos direitos humanos no país. É o prêmio do qual o autor mais se orgulha. E com razão.
Com a carreira em ascensão e muitas idéias engavetadas, Baraldi, que se declara um aficionado de quadrinhos de super-heróis e alfabetizado pelas revistas de Maurício de Sousa, está longe de parar. Começou recentemente a colaborar com revistas de Portugal e Equador. Inaugurou o seu site na internet - www.marciobaraldi.com.br -, em que agrega informações sobre seu trabalho, fotos, entrevistas e opiniões sobre ele, com muito bom humor e pouquíssima modéstia (como Sherlock Holmes, Baraldi não é daqueles que inclui a modéstia no rol das virtudes...). Seu último álbum, “Tattoo Zinho”, foi lançado quase que ao mesmo tempo em que começou a distribuição de um jogo para PC com seus personagens, “Roko-Loko no castelo do Ratozinger”; neste recente empreendimento, ele pretende desbravar novas veredas, abrindo seu espaço de atuação com a mesma ousadia de sempre. Fôlego para isso, pelo menos, ele tem. E talento também!

Prof. Waldomiro Vergueiro, professor da USP e coordenador do núcleo de quadrinhos da ECA-USP-23/08/2

 
Laura Bacellar (escritora e editora)
"O Marcio é um sujeito que parece de outro planeta. Sabe aquela histÓria de quem vê nunca esquece? Pois ele é o protótipo de uma raça que aterrissou aqui e ainda não foi copiada. Primeiro porque ele é tÍmido mas fala alto, ri bastante e tem um olho de radar que precisa ser estudado pela Nasa. Tenho certeza que as missões a Marte vÃo dar muito mais certo se fizerem robôs com a capacidade de enxergar detalhes do Marcio!
Entre as características que trouxe lá do planeta natal dele está a de funcionar com 220V, enquanto o resto dos mortais roda a 110V.Tenho a teoria de que o Marcio não dorme, ele deve entrar por quinze minutos em uma câmara de hibernação rápida, respirar um gás verde energizante e sair feito um dínamo trabalhando! Ele diz que é ariano, mas acho que é marciano mesmo!
Rápido, bem-humorado, atento, crítico, politicamente correto, criativo, não há melhor modelo de visão para o Século 21 do que a desse cartunista extraordinário!"
 
Ziraldo - 8/01/2002 (prefácio do livro "Moro num pais TropiCAOS")

REBELDE COM CAUSA E GRAÇA


"Carcamano brabo, brigador, alma rebelde que começou a ser gerada lá em Modena, de onde veio o avô, este é o Marcio Baraldi, cartunista, chargista desenhista de histórias em quadrinhos, comunista perigoso. Ou melhor, só não é comunista perigoso porque esta categoria saiu de moda há algum tempo. Mas indignado ele é, e inconformado também! E zangado! Suas charges,quando tocam de leve o alvo, deixam a vítima pronta pra ir pra UTI.
Profissional dos mais sérios - mas muito engraçado - ele trabalha como um condenado, fazendo charges diárias para o jornal Folha Bancária, do Sindicato dos Bancários de São Paulo, e para mais uma dezena de jornais sindicais, afinal ele acredita na vitória da classe trabalhadora.
Acontece, porém, que ele tem uma coisa que é fundamenmtal para um chargista: a fé no ser humano, esta certeza de que o homem não pode ser assim tão... tão.. tão assim como aqueles caras que estão lá nas suas charges são! Ele crê que a gente tem que denunciar, berrar, tem que gritar bem alto, com nosso engenho e arte, pra despertar os que, nas charges do Marcio, estão lá levando porrada.
Ele fez desta missão -bradar sua indigação e seus propósitos - sua labuta diária e, com a devida paga por sua competência, é um dos poucos profissionais brasileiros na área a viver exclusivamente de seu desenho e humor.
Porque gosto de quem trabalha com afinco e fé e porque gosto do trabalho do Marcio Baraldi, achei uma alegria fazer o prefácio deste CAOS tropical, na certeza de que ele é abençoado por Deus (apesar das injustiças) e bonito por natureza!"

 
Serguei

"Eu não tenho sexo, eu não tenho idade, eu ando solto pela cidade.
Roko-Loko e Adrina-Lina, meu livro de cabeceira.
Roko-Loko 100% Adrinalina.
Rock´n´roll, gênero musical e atitude - cartum - Baraldi!YEAH!I LOVE YOU, BABY!!!
"Star" nos quadrinhos do Baraldi me faz sentir feliz e honrado.
O livro do Roko-Loko é lindo e divertidíssimo!
Um beijo!"

Serguei (mais que um músico, verdadeira lenda do rock brasileiro)

 
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