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Revista Metalhead

Metalhead: MARCIO BARALDI: O CARTUNISTA MAIS ROCK’N’ROLL DO MUNDO


Você, leitor roqueiro, já conhece muito bem o cartunista Marcio Baraldi. Ele está presente na maioria das revistas de rock brasileiras (e agora em duas no exterior também) fazendo cartuns com bandas como só ele sabe fazer. Aqui mesmo na Metalhead vc confere há sete anos a seção “Humortifero” onde Baraldi deita e rola. Pois Baraldi acaba de lançar o livro “Roko-Loko e Adrina-Lina“, o primeiro livro de quadrinhos 100% rock’n’roll do Brasil. Confira nosso papo exclusivo com o Baraldão, o homem com o rock na ponta do lápis!

1 - Afinal, quando vc começou a fazer cartuns de rock?
Eu desenho desde moleque, aí quando eu tinha uns 10 anos ouvi “We will rock you“ do Queen, no rádio e aquilo me deixou inflamado (risos), corri comprar o compacto, foi meu primeiro disco de rock e comecei a desenhar o Queen sem parar. Logo depois descobri o Kiss e foi a mesma coisa. Eu gostava de alternar os estilos, desenhava uns mais em estilo super-herói, outros fazia piadas com os grupos. Enchi cadernos com esses desenhos do Queen e Kiss, essas bandas tinham im visual muito forte e eram um prato cheio pra um moleque roqueiro e desenhista (risos)!

2 - Mas ainda não era nada profissional, né?
Não, eu era moleque e desenhava de tesão mesmo.Entrei na profissão com uns 14,15 anos fazendo charge politíca no movimento Sindical. Mas paralelamente eu fazia meus desenhos de rock, fazia fanzines, grafitava, tocava em bandas. Até que em janeiro de 1996 criei o Roko e a Adrina pra Rock Brigade e aí não parei mais de desenhar pro público roqueiro.

3 - Você tocou em banda também? O que vc tocava?
Eu toquei na banda “Ecos Urbanos“, do ABC, que era de pós-punk, toquei tambem com o grande quadrinhista underground Marcatti na “Cachorro Magro”, uma banda de blues, e toquei um pouco no “Libertação Radical”, uma das melhores e mais importantes bandas punks do ABC, nos anos 80. Em todas eu tocava baixo e compunha.

4 - E Vc nao toca mais? Por que parou, parou por que (risos)?
Parei pelo velho problema de sempre. Pra viver de música vc tem que ter um esquema profissional, eu não era nada profissa, não ganhei grana nenhuma com banda. Então, chegou uma hora que eu entrei na faculdade e me dediquei só ao desenho. Hoje eu componho e gravo só pra mim, nem me atrevo a pegar um instrumento em público pra não causar um distúrbio civil (risos)!

5 - Mas, voltando ao Roko-Loko, ele foi sua primeira criação para o público roqueiro?
Foi! Eu cheguei na Brigade na hora certa porque eles tavam mesmo querendo um personagem, já tinham tentado antes com outro profissional e não tinha dado certo. Criar o Roko não foi difícil porque ele é bastante parecido comigo mesmo. Eu queria criar um roqueiro espontâneo, atrapalhado, mas de coração bom, sem radicalismos ou aqueles tipos estereotipados. Eu pareço com o Roko, às vezes eu também sou um palhaço sangue-bom (risos)!

6 - E o público acabou se identificando com ele. Seus quadrinhos são um sucesso no meio roqueiro.

É verdade, ele agradou em cheio! Já vai fazer 8 anos de publicaçao, é um marco do gênero no mundo! O público roqueiro no Brasil sempre foi mal tratado pela grande mídia, se aparece um roqueiro na novela é sempre um retardado, um bobalhao estereotipado.A grande midia é preconceituosa com os roqueiros e sempre quis vender modismos para a juventude, e roqueiro nao segue moda, só o coração.
Eu sempre misturei politica com rock e inventei meu próprio estilo, porque rock é atitude mesmo, no palco ou no quadrinho!

7 - Você tocou num ponto forte. Uma das características do seu trabalho é que mesmo sendo de rock há conteúdo e atitude nele. Você consegue ir muito além do esperado, da simples piada.
Isso se chama respeito pelo público e por mim mesmo! Eu faço um trabalho positivo porque acredito num ser humano e num mundo melhores. Nunca fui desses caras rabujentos que acham que o mundo está perdido, que o Brasil não tem jeito, que o ser humano não presta! As pessoas precisam, entre outras coisas, de educação e cultura pra evoluir e a imprensa, a mídia, tem responsabilidade nesse processo de evolução.
Por isso que mesmo numa revista de rock, erótica ou infantil eu faço um humor humanista, que dê valor ao ser humano. Sei que muitos orgãos de imprensa querem mais é alienar as pessoas mas eu estou do lado dos rebeldes (risos)!..

8 - Rebeldes internacionais, porque ce tá publicando em revistas do exterior também, né?
Pode crer! A revista “Blast!”, de Portugal e a ”Headbanger Magazine “, do Equador, me chamaram pra desenhar pra eles também, porque lá fora não tem um cartunista com um trabalho rocker como o meu! Meu trabalho, modéstia a parte, é vanguarda mundial! Quando eu morrer é que voces vão ver a falta que eu vou fazer (risos)!

9 - Que esse dia esteja muuuuuuito longe!
Amém (risos)!

 


Copyright © 2004-2009 – Marcio Baraldi – Por [email protected]