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Revista Rock Underground

ENTREVISTA COM MARCIO BARALDI, O CARTUNISTA METÁLICO


1 - Como vc começou a trabalhar com quadrinhos?
Eu sou desses caras que já nasceu desenhando, mas como profissão mesmo comecei aos 14 anos, no Sindicato dos Químicos do ABC. Aliás trabalho lá até hoje!

2 - Em quem vc se inspirou, (quadrinhistas estrangeiros e brasileiros)?
Quando eu comecei na profissão eu gostava de Ziraldo, Maurício de Souza, Monteiro Lobato, Jack Kirby, Marvel, DC, Muppet Show, Hanna-Barbera, etc. Aí fui misturando tudo isso na minha cabeça até encontrar meu próprio trabalho, minha própria linguagem.

3 - Qual a diferença entre quadrinhista, cartunista e chargista? Em qual dessas categorias vc se enquadra?
Quadrinho é uma história contada em várias cenas (quadros), Cartum é uma piada apolítica (humor livre) e charge é uma piada política (humor com políticos ou conjuntura). Eu sempre fiz de tudo porque no Brasil não dá pro sujeito ficar escolhendo muito. Tem que ser lápis pra toda obra!

4 - Vc também trabalha no Sindicato dos Bancários de São Paulo, como é o seu trabalho lá?
Eu sou chargista nos Bancários desde 1991, lá eu faço charges para os jornais, revistas, cartazes, gibis, adesivos, campanhas e outros materiais voltados para a informação e organização da categoria bancária. Lá eu desenho muito sobre política que é um assunto que eu gosto bastante.

5 - Qual o cuidado que vc tem quando caricatura alguém famoso (político, artista, etc)? Qual o limite entre a piada e a ofensa, o bom-senso e o mau-gosto?
Eu acho que existe gosto pra tudo. Veja no rock por exemplo: existem bandas que vão desde um som melodioso, leve, poético, até outras que colocam bebês decapitados ou blasfêmias religiosas nas capas de seus discos. Há quem ache isso ofensivo e há quem não. As coisas que eu considero de mau-gosto eu não consumo nem coloco no meu trabalho, mas não posso julgar o gosto alheio.
De qualquer forma, quando estou caricaturando alguém famoso, que é notícia, tomo o cuidado de ser profissional, ou seja, não estou desenhando a pessoa em si e sim a notícia que ela é.

6 - Todos os quadrinhos que vc faz são idéias suas, ou alguém te dá idéias e roteiros?
99% sou eu que bolo tudo sozinho. As vezes algum leitor ou editor me dá uma sugestão e eu aproveito.

7 - Quando e como vc começou a trabalhar com rock?
No anos 80 eu toquei em bandas e desenhava pro jornal “Rocker”, do ABC, onde eu fazia o personagem Johnny Bastardo, um punk. Aí o jornal faliu e eu só fui retomar esse tema com força mesmo em janeiro de 96, quando criei o Roko-Loko pra Rock Brigade. Aí não parei mais, o personagem já completou 8 anos.
Hoje colaboro também com a Roadie Crew, Metalhead, Dynamite, Valhalla e Comando Rock. E agora comecei com a Rock Underground tambem, agora sim vou virar um magnata dos quadrinhos (risos)!...

8 - Fale sobre sua nova série “Roque Metaleiro e Vivica”, para a RU?
O Julio tinha umas umas idéias mirabolantes e me convidou pra desenhar a série pra RU. Ele faz os roteiros e eu desenho. Os personagens são baseados nas aventuras doidas e alucinadas do Julião com a namorada dele. Vai ser um sucesso, o Steven Spielberg já nos procurou pra transformar a série em filme(risos)!

9 - O Roko-Loko teve seu primeiro livro lançado e em breve sairá o segundo. Quais os capítulos mais seminais da série?
O primeiro livro do Roko ganhou um Premio Ângelo Agostini, como melhor lançamento de 2003. Em breve vai sair o segundo volume contendo o 4º, 5º e 6º ano da série. Tem HQs clássicas com Saxon, Nightwish, Iron, Kiss, Sex Pistols, Rush, etc.
Fiquem ligados que vai ser um best-seller. Te cuida, Paulo Coelho (risos)!...

Entrevista concedida para a revista
Rock Underground, em 25/02/2004

 


Copyright © 2004-2009 – Marcio Baraldi – Por SGuerra@dEsign