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ENTREVISTA COM MARCIO BARALDI - As aventuras de um metaleiro na Terra dos Metalúrgicos


Por Thiago Avila

1 - Saudações Márcio. Ou seria Roko-Loko? (risos)
Saudações. Pode me chamar de Marcioloko, alter-ego do Roko-Loko (risos também).

2 - Brincadeiras a parte Baraldi, conte-nos um pouco como o cartunista sindical Márcio Baraldi decidiu que fazer cartuns rockers era um negócio legal e que as pessoas poderiam se interessar por isto?
Eu nasci no ABC paulista, terra do PT e da revolta operária, sou filho de metalúrgico e entrei no movimento sindical bem cedo, com 14 anos, como chargista no Sindicato dos Químicos do ABC. Participei da formação da CUT e de várias greves históricas. Ao mesmo tempo existia uma cena roqueira muito forte no ABC, a região sempre foi um celeiro de roqueiros. Algumas das primeiras bandas e músicos do punk e do metal nacional são de lá, como o Karisma, MX, Garotos Podres, DZK, Kães Vadius, Grinders, Andréas Kisser, etc. A maior parte da juventude de lá trabalhava em fábricas e curtia rock, tinha bandas. Eram operários-roqueiros, metalúrgicos-metaleiros (risos). Era um local e uma época (final da ditadura militar) onde se respirava atitude e a rebeldia estava à flor da pele. Então esse composto ”política+rock+quadrinhos” foi a fórmula que criou o monstro Baraldão (risos).

3 - Pelas suas histórias, percebo que você é um fã inveterado de Raul Seixas. Como você retratou através de sua arte, a perda deste ídolo do Rock Nacional ?
Eu gosto do Raul desde moleque, ele foi um gênio mesmo, foi o Elvis Presley da América Latina! En­graçado que a moçada do ABC nos anos 70 e 80, era muito politizada, então o Raul, Made in Brazil, Joelho de Porco, Língua de Trapo, Premê e Zé Ge­raldo, que eram alguns dos artistas mais engajados da época, eram super queridos na região. Qualquer show que dessem lá lotava. Eu cresci fascinado com a lucidez e genialidade do Mestre Raul, ele parecia de outro mundo (risos), não havia ninguém no rock ou na MPB como ele! Por isso quando comecei a dese­nhar pras revistas de rock, tratei de de homenageá-lo transformando-o em personagem também. Eu o desenho como um guru espiritual do Roko-Loko, que aparece quando o Roko está dormindo e leva o espírito dele pra alguma balada. É pura homenagem pro Maluco-Beleza!

4 - Muito interessante esta sua abordagem da figura de Raul Seixas, ou seja, você está avaliando a música acima de qualquer rótulo ou estilo, não se fechando apenas ao mundo, muitas vezes radical, do Rock. Gostaria que você fizesse alguns comentários sobre esta sua visão universal do que a música deve ou deveria ser.
Quando comecei a ouvir rock,na infância, nem existia esse termo “heavy metal“, nem tantos rótulos e conseqüentemente não tinham tantas brigas nem radicalismos. Era tudo mais simples e eu entendo que é assim que deveria ser sempre. Eu me defino como roqueiro e pronto! Já minha muié gosta de sambão e forró (risos) e nós não brigamos por isso. Eu até danço com ela (risos).
A maioria desses músicos de metal estudaram música clássica, flamenca, etc,. então não tem lógica nenhuma essas brigas por estilo. Isso na verdade é um sintoma da pobreza cultural, do sucateamento da Educação Pública, do desemprego e da falta de opções culturais pro jovem brasileiro. Um jovem que tra­balha, tem uma boa escola e opções de lazer saudável não perde tempo com brigas nem com drogas.
E acho que boa parte da culpa disso é da critica também. Um critico musical tem que ter a cabeça aberta, tem que entender de música em geral. O crítico, muitas vezes, inconscientemente ou não, acaba semeando o radicalismo também.
Eu acho que as pessoas deveriam ser radicais com coisas como honestidade, bom-carater, solidariedade, isso sim. Elas deveriam exigir isso de si próprias e de todos de forma permanente. O que tem que ser obrigatório é a decência e a civilidade entre as pessoas, o resto é bobagem.

5 - Ainda falando de bandas que você curte, é verdade que seus primeiros rabiscos roqueiros foram relacionados ao Kiss ?
O negócio é o seguinte: até os 10 anos eu não ouvia nada de especial, não sabia o que era rock. Me lembro de assistir aos filmes dos Monkees e dos Beatles e ter achado “du carvalho” mas ainda era muito pequeno, não comprava discos e na minha família ninguém nunca gostou de rock. Foi aos 10 anos, que eu ouvi “We will rock you“, do Queen, num radião véio e foi uma experiência parecida com o primeiro orgasmo (risos), eu fiquei arrepiado quando ouvi aquele som animal! Nessa época eu já trabalhava (garoto precoce!), aí catei minhas moedas suadas e corri na loja comprar o compacto do Queen. Foi meu PRIMEIRÍSSIMO disco de rock! Ai comecei a ouvir e desenhar o Queen sem parar, na seqüência descobri o Kiss e enchi zilhões de cadernos com desenhos das duas bandas. Aí fui descobrindo todo o universo do Rock’n’Roll, mas o Queen e o Kiss ainda são duas das minhas bandas preferidas até hoje.

6 - Muito legal isto. Retrata um pouco da dificuldade que se tinha no passado em adquirir qualquer coisa ligado a Rock. Quais suas lembranças da cena Rock do passado? Você já foi freqüentador da Woodstock discos? Tens saudade daquela época ?
Eu freqüentei um pouco a Woodstock e um pouco mais a Baratos Afins, que na época lançava alguns dos primeiros discos de metal, punk, pós-punk, e rock em geral do Brasil. As famosa coletâneas “SP Metal 1 e 2“, e “Não São Paulo 1 e 2“, os primeiros do Harppia, Chave do Sol, os relançamentos dos Mutantes, etc. Eram todos discos clássicos e históricos que todo mundo comprava na época. A Baratos foi uma loja/gravadora fundamental pro metal e o rock em geral nacional. O rock undergound brasileiro deve muito ao Calanca, da Baratos, muita coisa que cresceu e frutificou hoje foi ele que semeou há 20 anos atrás.
E naquela época ainda não tinha CD, Internet, MP3, os vinis importados custavam o olho da cara. Então se alguém do bairro descolasse um importado tinha que gravar pra todo mundo (risos), então havia essa fraternidade pra compensar a dificuldade de acesso a material importado. Muita coisa que eu descobri nessa época, comecinho dos anos 80, foi assim, Van Halen na fase áurea, Accept, Motorhead, os primeiros do Iron quando saíram foi uma coqueluche, virou febre na hora! Todo mundo tinha.

7 - Pelo que tenho notícia, você começou seus trabalhos profissionais no meio Rock na revista Rock Brigade em 1996. Conte-nos como você foi parar na revista ?
Na minha fase mais moleque, lá no ABC, eu colaborava com muito fanzine de rock e fazia muito cartaz de shows. Os postes e muros viviam forrados com meus desenhos. Também desenhava pro jornal “Rocker”, um tablóide roqueiro que tinha um bom prestígio na época, lá eu fazia o personagem “Johnny Bastardo”, uma espécie de pré-Roko-Loko. Mas o jornal faliu e eu só fui retomar o assunto pra valer mesmo em janeiro de 1996, quando criei o Roko pra Rock Brigade.
Dali pra frente meu trabalho só cresceu e eu não parei mais. Hoje estou, além da Brigade, na Roadie Crew, Dynamite, Metalhead,Valhalla, Tattoo e Comando Rock.

8 - É,Baraldi. Suas respostas fluem facilmente pois você sempre foi um cara muito ativo na cena e na defesa do que gosta! Hoje em dia, com todas as facilidades do mundo para o público de Rock e Metal, nos cansamos de ver shows vazios e produtores reclamando de prejuízo. Você concorda que falta um pouco de compromisso dos fãs com o que gostam, como era no passado? Ou o motivo seria outro? Fale-nos um pouco a respeito deste tema.
Eu, pessoalmente, acho que a moçada não tem tanta culpa. Eles vão atrás do que está na mídia, do que toca no rádio, do que vêem na TV. Então existem artistas maravilhosos no underground mas o povo não sabe que eles existem, eles não furam o cerco da grande mídia. Todo mundo sabe como funcionam as rádios e a grande mídia no Brasil, tem que ter jabá, gravadora grande, muita grana, senão o artista não “estoura”. Acho um absurdo as “rádios-rock” brasileiras não tocarem Made in Brazil, que é a primeira banda de rock pesado do país. Se não fossem eles não existiria nada do que está ai hoje. É preconceito puro e falta de respeito pela cultura do próprio país!
Por isso que eu faço questão de colaborar com o máximo de veículos alternativos e especializados que eu puder: revistas, sites, gravadoras pequenas, bandas undergrounds, etc. Graças ao crescimento dessa mídia alternativa é que se conseguiu criar uma cena artística e musical bem mais forte e consistente do que era há 20 anos atrás. Há dez anos a única banda brasileira internacional era o Sepultura, hoje você tem quatro, Sepultura, Angra, Shaman e Krisium, e algumas como Torture Squad, Tuatha de Dannan e Holly Sagga estão na lista de próximos a estourarem.
Então não tem segredo, quando a banda é boa e a mídia especializada realmente a apóia, a expõe de verdade ao público, o público a consagra, vai aos shows, compra os CDs, etc. Não basta ser bom, é preciso marketing! Tudo nesse mundo funciona assim!

9 - Já na Rock Brigade, você concebeu a dupla rocker mais pirada do país, que são Roko-Loko e Adrina-Lina. De onde surgiram estes nomes e inspirado em que pessoas você concebeu a personalidade da dupla ?
O engraçado é que os personagens surgiram sem pretensão. Eu levei várias HQs para o pessoal da Brigade e no meio delas tinha a do Roko e da Adrina com a camisinha musical, eles ainda nem eram personagens, nem tinham nome. Mas o povo da Brigade adorou aquela historia e pediram pra transformá-los em personagens fixos, aí corri desenhar outras histórias com o casalzinho e bolamos um concurso pra escolher o nome dos personagens, mas no final eu mesmo acabei batizando-os.
Não me inspirei em ninguém em especial até por causa da despretensão dos personagens. Mas com o tempo, conforme o Roko foi ganhando personalidade, percebi que ele era muito parecido comigo mesmo (risos).
E você vê que loucura, já se passaram 8 anos, já fiz um livro dos personagens e estou preparando o segundo. Eles já fazem parte da cultura rock nacional e, modéstia a parte, nas grandes revistas de rock estrangeiras, não tem nada como eles. Eles são vanguarda mundial, tanto que fui convidado e passei a colaborar com uma revista de metal portuguesa e uma do Equador.
E mais uma coisa legal, o livro Roko-Loko acabou de ganhar o Premio Ângelo Agostini (o mais antigo e importante dos Quadrinho Nacional) como o melhor lançamento de 2003! Esse Roko é “du carvalho” mesmo (risos)!

10 - Desde que eu conheci o Roko-Loko na Rock Brigade que o mesmo só usa a mesma camisa amarela. Coincidentemente a capa do livro Roko-Loko e Adrina-Lina também é amarela. Esta cor tem algum significado especial para você?
Ele usa as cores do Brasil (camisa amarela e calça azul, cores da seleção) de propósito. Eu quero mostrar pras pessoas que não é apenas o futebol brasileiro que faz bonito lá fora. As bandas e o cartum nacional também fazem! Aliás o Brasil tem tudo pra fazer bonito em TODAS as áreas. O governo Lula é o momento ideal pro povo desenvolver seu orgulho de ser brasileiro e passar a ter mais respeito e auto-estima. Enquanto países do 1º Mundo gastam fortunas com guerras e invasões, nós estamos trabalhando, dividindo o pão e plantando o sonho de um futuro melhor.

11 - Poxa cara! Que tapado sou eu que não percebi este detalhe!!! Acho que falta um pouco mais de nacionalismo na expressão do Metal nacional, não acha? Zilhões de bandas falam de problemas e situações de várias partes do mundo, mas poucas param pra retratar o dia-a-dia do Brasil em suas letras. Você concorda que o Rock poderia abrir mais portas se abordasse um pouco mais a causa nacional, de todos nós brasileiros?
Concordo totalmente! Eu sei que esse negócio de cantar em inglês é bom pra entrar no mercado exterior, mas aqui no Brasil o que o povo entende é o português, nós não somos uma nação bilíngüe, pelo contrário, temos ainda um analfabetismo imenso.
Então eu acredito que o que mais falta no rock nacional, cantado em português, são boas letras, boas mensagens. A maioria dessas bandas, pra entrar no esquemão da grande mídia, só canta futilidades, dor de cotovelo, putarias, enfim, nada que se aproveite muito. Depois reclamam dos pagodeiros e sertanejos, se vc for analisar o conteúdo das letras de muita bandinha de “roque” por aí é o mesmo discurso dos pagodeiros ou sertanejos. Mesma conversa furada e vazia.
Por isso que quando surgiu o Renato Russo,a Legião virou aquela religião entre os jovens. O cara era inteligente pra carvalho, tinha uma puta sensibilidade e afinidade com o público, mesmo não sendo uma banda virtuosa, ter aquele som simples, a Legião é a banda que mais e melhor representou a juventude brasileira nos anos 80 e 90. Dou graças a Deus por ter assistido um show deles na vida, foi o único mas valeu pela vida toda! Foi num estádio de futebol em Santo André, eles LOTARAM o estádio sozinhos!!! Eu vi e posso dizer, ali tinha uma energia inacreditável, um clima religioso no ar, o cara era um gigante, um sacerdote, ele hipnotizava o estádio inteiro com o carisma dele. As pessoas queriam pedir benção, tinha gente que chorava.Não tinha luzes de última geração, fogos de artifício, virtuosimo, nada, tinha só o imenso carisma e talento de um sujeito genial e sua banda de músicas de três acordes.

12 - Além do já consagrado Roko-Loko, você adora fazer caricaturas com personagens roqueiros, principalmente para as outras revistas. Teve algum Cartum, que já lhe trouxe problemas? Você já recebeu reconhecimento internacional pelos artistas do meio, graças a sua arte, já que outras publicações estrangeiras já te convidaram pra fazer trabalhos?
Nunca tive problemas com nenhum cartum, pelo contrário, através do cartum conheci e fiz amizade com várias figuras legais como a galera do Made in Brazil, Carlos Lopes, galera do Torture Squad, Harppia, Máxima Culpa, Silvio Passos, Kid Vinil, Vitao Bonesso e tanta gente bacana que eu nem imaginava conhecer pessoalmente. Ser cartunista só me trouxe alegria e realização na vida.
Reconhecimento internacional eu já tenho algum também porque, como disse antes, duas revistas estrangeiras me convidaram pra ser colaborador. E numa delas, a Headbanger Magazine, do Equador, aconteceu uma história muito engraçada. O editor pediu pra eu fazer uma foto segurando a revista pra ele publicar, pois os leitores não estavam acreditando que o Baraldi realmente colaborava com a revista, achavam que ele estava pirateando meus cartuns das revistas brasileiras (risos).
Isso pra mim já é uma honra pois prova que meu trabalho já fez fama lá fora também!
E cá entre nós, eu e o Roko merecemos, a gente trabalha pra carvalho!

13 - Falando novamente do livro Roko-Loko e Adrina-Lina. Qual foi a tiragem do mesmo? Como está a distribuição? Ainda há copias para os interessados?
A primeira edição foi de 2 mil exemplares e vendeu praticamente toda em seis meses. Ainda resta uma rapinha e quem quiser pode pedir pelo site da Rock Brigade, www.rockbrigade.com.br, é facil de comprar e o livro custa a merreca de 10 reais, ou seja, cabe no bolso de qualquer roqueiro. Pra quem é de São Paulo ele pode ser achado nos points roqueiros como a Galeria do Rock..
O livro tem 50 páginas em papel couche todo colorido, capa plastificada e acabamento luxuoso. É um livro caprichado, pro cara ler e depois botar na estante da sala pra impressionar as visitas (risos).

14 - Certamente você deve ter tido traba­lho pra escolher quais histórias, dentre as muitas de sua autoria, iriam figurar no livro do Roko-Loko. Quem decidiu tudo foi você ou tiveram outros personagens ajudando nesta tarefa?
Desde o começo eu decidi que queria lançar vários volumes do Roko com todas as histórias dele em ordem cronológica, desde a primeiríssima. Então neste primeiro volume estão as 36 primeiras páginas do Roko e mais as 32 primeiras tirinhas (seção Funny Piece da Rock Brigade), tudo colorizado, remasterizado e remixado (risos). O material reúne os três primeiros anos dos personagens (1996, 97 e 98) e agora estou trabalhando no segundo volume que vai ser lançado nesse semestre e reunirá o material dos anos 1999, 2000 e 2001.
Eu quero que o fã do Roko tenha todo material em casa, reunidos em volumes bonitos, caprichados e fáceis de ler. Vai ser a “Coleção Roko-Loko“!

15 - O André Matos (Shaman) é o maior rival do seu alter-ego (Roko-Loko). Já lhe passou pela cabeça algum dia montar uma história do Roko aprontando pro lado do André, já que ele sempre sai na pior?
Cara, eu tenho vontade de brincar mais com isso sim. Eu queria transformar esse triangulo num quarteto amoroso, o Roko, a Adrina, o André e a Penélope Nova (namorada do André). A Penélope dá aquelas aulas de sexo na MTV, é a sexóloga do Rock, então eles podiam fazer um rolo os quatro ali no bem-bom, aí chegava o Marcelo Nova (sogro do Andre), baiano arretado, brandindo um porrete e botava ordem na casa, gritando: --“ Vocês têm que usar Camisa de Vê­nus!!!”(risos).
Espero que eles gostem da idéia, já pensou se eles ficarem nervosos? Vou apanhar da família inteira (gargalhadas)!!!

16 - Bem Baraldi, muito obrigado pela atenção. Mande seu recado para nossos leitores.
Muito obrigado a todos pelo carinho e apoio ao meu trabalho. É tão difícil ser cartunista no Brasil quanto ter um banda de rock, podem acreditar. Eu faço isso porque tenho, desde moleque, um amor imenso pelos quadrinhos e sou grato a Deus por poder viver exclusivamente disso há quase 20 anos.
Quero dizer pra todos que não desistam dos seus sonhos na vida, escolham seu caminho e trabalhem muito pra serem bons dentro dele. E sobretudo nunca pensem somente em si próprios, pensem no coletivo também, no Brasil. Sejam não somente bons profissionais mas bons seres humanos também.
Por muito tempo o Brasil foi malvisto e desdenhado pelos próprios brasileiros (e no exterior também), mas essa época definitivamente ACABOU! Agora estamos no governo que há muito tempo precisávamos ter e é o momento de crescermos como nação. De termos mais auto-estima e auto-respeito. É hora de dar valor pra tudo que é brasileiro e perceber que o Brasil não deve nada pra ninguém, temos músicos, artistas, atletas, cientistas, empresários, médicos, etc, maravilhosos, de nivel internacional. Só falta um pouco mais de educação e amor pelo país. Mas a gente tá chegando lá! Esse é um país “Du Carvalho”!!!!


Entrevista para site www.skyhell.net,
em 19/01/2004

 


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